ÁGUA RETIRADA DO COCÔ HUMANO

– Água retirada literalmente da merda humana, cocô humano, fezes humanas, excremento humano, etc. Uma excelente ideia para amenizar a sede daquela população que não serve mais ao capitalismo neoliberal, principalmente o capitalismo da terceira revolução industrial, já iniciando a quarta revolução industrial. Agora é só os governos subservientes, como o Brasil, comprar as fantásticas máquinas inventadas por um dos donos do mundo e integrante da N.O.M para amenizar a sede da população excedente gratuitamente. Um brinde com água de cocô para os pobres sedentos e água mineral para os bonzinhos integrantes da N.O.M., que, obviamente irão ficar um pouquinho mais ricos.
– Vamos ao excelente artigo de Beatriz C. Diniz:

A água de cocô do Bill Gates e os ricos que não param de enricar, artigo de Beatriz Carvalho Diniz

Publicado em outubro 22, 2015 por 
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Foto { Moradia numa calçada do Estácio, Rio de Janeiro, 2015, de Beatriz Carvalho Diniz [Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 3.0 Brasil]
[EcoDebate] A ideia é ótima: transformar cocô em água potável, boa de beber! O investimento do Bill Gates na máquina que faz fezes humanas virarem água foi super divulgado no início de 2015, quando estava funcionando um protótipo que ainda seria enviado para o Senegal. Bacana. Mas, o que me chamou atenção mesmo foi, no vídeo de divulgação, a cena em que o dono da Microsoft parece beber a água que era cocô 5 minutos antes de cair no copo. Ele não dá um golão, só encosta o copo na boca, fazendo de conta que bebe a bendita água. Sim, fazendo de conta…
O mundo é dividido entre ricos e pobres, e seus recursos são também assim distribuídos ou acessados. São poucos os ricos e muitos os pobres, convivendo na dinâmica de manter luxo e miséria em seus, quase estáticos, lugares. Um bilionário bebe água mineral engarrafada, de marca tida como chique, e paga caro. Ele não precisa beber água de cocô, mas, pode usar um pouco do dinheiro que acumula para ajudar os pobres a terem acesso a uma água que possam beber. É uma bondade meio que compensatória, faz diferença para quem precisa, só que não muda a dinâmica, continua cada um no seu quadrado. E o quadrado dos ricos não deixa de ser imenso.
No caso de ricaços da Europa e dos Estados Unidos, essa compensação ainda tem os pesos de responsabilidades pela exploração econômica por séculos de recursos naturais e de pessoas. Numa linha do tempo resumidíssima, desde as colonizações e daí com a Revolução Industrial e a construção da sociedade de consumo que somos [medíocres em adoração a coisas feitas para serem jogadas fora], tem muita culpa na história da civilização. Os norte-americanos, aliás, prezam por uma cultura de doação espetacular, talvez na medida da culpa, com certeza na medida das distâncias seguras.
Afinal, mesmo com todas as bondades dos ricos, ainda persistem concentração de riquezas e desigualdades. Os grandes e variados esforços para combater a miséria, a sede e a fome dos pobres parecem pequenos diante dos gigantescos investimentos para os ricos ganharem mais dinheiros, entretendo toda a gente com uma mistura de consumo e diversão para um pretenso bem estar para a geral.
Também no início de 2015, a Liga inglesa de clubes de futebol fechou o contrato com dois canais de televisão para transmissão de seus jogos por 5 bilhões de libras. É muito dinheiro! Deve ser suficiente para…os donos dos canais faturarem mais que essa dinherama para transmitir 188 jogos de 2016 a 2019. Ah, e para os clubes ingleses dominarem o futebol europeu, como divulgado à época. E isso, claro, é muito mais importante que reduzir a miséria, garantir acesso à água, universalizar a educação, tratar diarreias, combater o ebola, acabar com a fome.
Então, entre os contrastes da nossa vida neste mundo, temos aí uma água extraída de cocô, que pode ser bebida por qualquer pessoa mas só serve para matar a sede dos pobres, e um contrato bilionário para transmissão de jogos de futebol na televisão, que rende outros contratos e garante mais dinheiros para alguns que já acumulam muito dinheiros.
Alguém vai morrer se não passar uma partida de futebol na televisão?
Os problemas do mundo são aliviados com generosas doações, isso é lindo e faz parte das soluções. No entanto, não deixa de ser também parte do faz de conta sistemático, em que dinheiros servem para gerar mais dinheiros acima de tudo, inclusive de ampliar condições mínimas de vida digna.
Fazemos de conta que um bilionário que parece beber água de cocô está bebendo água de cocô, como se a promoção pessoal do investimento altruísta não rendesse para o negócio dele a cada compartilhamento. O Bill Gates não está menos rico nem vai ficar pobre por ajudar a levar uma solução a quem precisa tanto, por isso mesmo que não é suficiente a caridade. Gente que sofre com escassez de água vai continuar com sede, lá no Senegal ou aqui no Brasil, porque redistribuir a oferta de água de forma menos desigual não é uma questão de filantropia ou bondade, é uma decisão econômica. Água é negócio lucrativo e tem uns poucos donos, é claro.
Temos bilhões para fazer as pessoas verem jogos de futebol, consumirem produtos associados, endeusarem atletas e jornalistas [que faturam mais servindo ao mercado para nos vender mais produtos associados ou não], acreditarem na normalidade desse exagero e gerarem outros bilhões para os que estão no jogo de manter a sociedade de consumo mais ativa que nunca. Fazemos de conta que investimentos bilionários nessa combinação de sucesso entre esporte e entretenimento é extremamente imprescindível para todo mundo, ainda que seja transformador por vários motivos outros que não o negócio e o consumo. Fazemos de conta que é louvável atores ganharem 50, 60, 80 milhões de dólares num ano para fazerem filmes que custam outros milhões e rendem mais milhões com bilheteria, pipoca, refrigerante, produtos de personagens. E dá-lhe etc.
Não, não é, meu bem. Assim você paga, cordeiramente, para enricar os ricos que nem precisam de milhões para viver, como qualquer pessoa não precisa. Apenas 0,7% da população mundial é dona de 45,2% por cento da riqueza total. Entre esse grupo seleto, pouco mais de 123 mil ultra ricos com 500 milhões de dólares ou mais. Os dados são do relatório do banco Crédit Suisse, divulgado em 13 de outubro desse ano. É a primeira vez nesta série histórica que a riqueza de 1% da população mundial alcança a metade do valor total de ativos, com tanto dinheiro líquido e investido quanto o 99% restante de gente.
A desigualdade entre os privilegiados e o resto da humanidade continua aumentando desde o início da crise econômica de 2008. Ricos garantem suas riquezas até na crise braba, e com ou sem suas doações necessárias, pobres seguem pobres ou mais pobres. E fica cada um no seu quadrado, quer dizer, seguimos sendo mantidos nos nossos quadradinhos, consumidores felizes por ostentar marcas dessa pobreza de espírito que a economia forja com sua moral mercantil.
Beatriz Carvalho Diniz, Criativa de Eco Lógico Sustentabilidade [conteúdo produzido com amor, sem fins lucrativos, desde 2009], Consultora de Comunicação e Sustentabilidade
in EcoDebate, 22/10/2015
“A água de cocô do Bill Gates e os ricos que não param de enricar, artigo de Beatriz Carvalho Diniz,” in Portal EcoDebate, 22/10/2015, http://www.ecodebate.com.br/2015/10/22/a-agua-de-coco-do-bill-gates-e-os-ricos-que-nao-param-de-enricar-artigo-de-beatriz-carvalho-diniz/.
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SEM ABELHAS, SEM COMIDA NO PRATO

É de suma importância o artigo abaixo, pois as inúmeras especies de abelhas estão desaparecendo do mundo inteiro e, obviamente,  o fator humano tem muito a haver com o caso. O consumismo desvairado, o capitalismo predador,  que não respeita a biodiversidade; o agronegócio, que destrói e polui o meio ambiente através de monoculturas e sementes alteradas geneticamente vêm causando estragos irremediáveis em gigantescas extensões de terras, com a destruição de florestas nativas no planeta todo, tudo em nome do lucro. SEM ABELHAS, SEM ALIMENTO NO PRATO É O PRENÚNCIO DE UMA CATÁSTROFE GIGANTESCA NA VIDA DO PLANETA E DE SEUS HABITANTES.

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Síndrome do Colapso das Colônias das abelhas é pesquisada pela APTA

Publicado em outubro 22, 2015 por 
Agência é referência brasileira nas pesquisas com patógenos das abelhas –possível causa de colapsos, enfraquecimentos e queda de produtividade das colmeias
abelha morta
No mundo todo, pesquisas têm sido conduzidas com o objetivo de explicar as causas do fenômeno designado Colony Collapse Disorder – CCD (Síndrome do Colapso das Colônias), que afeta as abelhas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), realiza estudos na área de sanidade apícola, a fim de entender o problema desde 2006, quando a pesquisadora, Érica Weinstein Teixeira realizou pós-doutorado na United States Department of Agriculture (USDA). A APTA conta com o único laboratório especializado em sanidade apícola do País e realiza análises moleculares, dentre outras, para fins de pesquisa. Uma das linhas de pesquisa visa a identificação de patógenos e parasitas considerados também como possíveis responsáveis pela síndrome CCD.
De acordo com Érica, a CCD tem causas multifatoriais. A síndrome tem características próprias e pode ser reconhecida apenas após sua ocorrência, por meio de um conjunto de sintomas, como a rápida perda de abelhas operárias adultas, evidenciada pelo enfraquecimento ou morte da colônia com excesso de crias, quando comparado à população adulta. Outro sintoma é a ausência de crias mortas dentro ou fora da colmeia e inexistência de invasão imediata da colmeia por pragas como as traças da cera. “O fato de a rainha permanecer na colônia, com poucas abelhas jovens, além de crias e alimento estocado, caracteriza uma situação totalmente antinatural para o que se conhece da biologia desses insetos sociais. As abelhas vivem em família, com divisão de tarefas e diferentes castas”, afirma a pesquisadora da APTA.
Além da atividade apícola gerar produtos como mel, pólen, própolis, geleia real e cera, as abelhas são consideradas os principais agentes polinizadores em ambientes naturais e agrícolas. Esse serviço ecossistêmico é considerado essencial para a manutenção das populações selvagens de plantas e imprescindível para a produção de alguns alimentos nos ambientes agrícolas, como maçã, melão e laranja. A síndrome CCD atinge diversos países, principalmente os Estados Unidos. Na Europa, os relatos são esporádicos, assim como em outros continentes. Existem alguns casos suspeitos de CCD no Sudeste brasileiro.
“É preciso ter em mente as características específicas da síndrome, para que não seja confundida com outros tipos de colapsos, como enxameações, abandonos devido a intempéries, falta de recursos no campo, além de colapsos causados por doenças ou intoxicações ou mesmo por manejo ineficiente”, explica Érica.
Em trabalho recente, a pesquisadora da APTA, concluiu que o fungo Nosema ceranae está no Brasil há pelo menos 30 anos. Pesquisadores do exterior acreditavam que esse fungo era novo e um dos grandes responsáveis pela síndrome CCD. “Mostramos que ele não é recente e que não é a principal causa da síndrome.Atualmente, lidamos com a CCD considerando seu caráter multifatorial, no qual vários fatores podem estar atuando ao mesmo tempo, deixando as abelhas mais vulneráveis e debilitando seus mecanismos de defesas”, afirma. Dentre esses diversos fatores, estão agrotóxicos, patógenos, parasitas, má nutrição das abelhas, genética e mudanças climáticas.
Érica explica que a adoção de técnicas moleculares, associadas às tradicionais, em virtude da rapidez, praticidade e sensibilidade, apesar do custo que envolve, pode proporcionar ação mais eficaz e rápida dos agentes da defesa agropecuária animal, com a possibilidade de diagnóstico precoce, antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos. “O uso dessas técnicas pode representar eficiente estratégia para impedir ou dificultar a entrada de novos agentes no território nacional e sua dispersão”, diz.
Assim como em outros setores de produção, a entrada de novos patógenos representa ameaça ao plantel nacional, com consequências graves para todo o setor. “Os problemas sanitários que vêm sendo observados, estão afetando a produção apícola e, em determinadas regiões, a polinização das culturas, fatos que colocam em risco a competitividade do Brasil no mercado externo”, afirma a pesquisadora da APTA.
Para Érica, esse cenário de perdas tem ocasionado fortes prejuízos aos apicultores, havendo relatos individuais de vultosas perdas anuais na produção de mel em função desta anormalidade, considerando também outros produtos que, assim como o mel, são exportados ou comercializados em território nacional. Outro prejuízo importante está na atividade de polinização e, portanto, produção de alimentos, o que confere ainda maior amplitude ao problema. “Não são apenas as abelhas melíferas as afetadas, mas os polinizadores de maneira geral, incluindo as abelhas silvestres, também expostas a esta gama de fatores estressantes. Evitar tais perdas é a garantia de permitir que esses insetos exerçam sua importante função ecológica e econômica”, afirma. As abelhas são responsáveis por pelo menos um terço da produção mundial de alimentos e 30% da produção brasileira, que somam US$ 45 bilhões ano no País.
“Por orientação do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, buscamos sempre produzir conservando o ambiente. Os produtos apícolas são importantes fonte de renda aos nossos produtores e a polinização realizada pelas abelhas, é imprescindível para o ambiente e agricultura”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
Laboratório de Sanidade Apícola
Na última década, a APTA tem sido referência brasileira nas pesquisas com patógenos das abelhas – uma possível causa da síndrome CCD. As pesquisas da Agência, conduzidas no Polo Regional do Vale do Paraíba, em Pindamonhangaba, interior paulista, são voltadas para o diagnóstico de vírus, fungos, bactérias e parasitas que acometem as abelhas Apis mellifera africanizadas, biótipo predominante no País.
No Laboratório de Sanidade Apícola da APTA, são realizadas análises tradicionais e moleculares para fins de pesquisa. Com elas é possível extrair o DNA e o RNA total das abelhas e, a partir daí, identificar o DNA e o RNA dos patógenos ou parasitas presentes e as possíveis variações de genótipos, que levam a diferenças em termos de virulência e formas das doenças se instalarem. “Com o avanço dos conhecimentos moleculares e finalização do genoma das abelhas A. mellifera, é possível entender melhor de que forma o organismo das abelhas se defende das ameaças. Outro ponto importante é a diferenciação das espécies. Com as análises básicas, como as microscópicas, acreditava-se tratar apenas de uma espécie do fungo Nosema, por exemplo, já que era possível apenas observar a presença ou ausência de estruturas morfológicas como esporos”, explica Érica. A pesquisadora da APTA é responsável pelos primeiros resultados genética-moleculares de patógenos de abelhas do Brasil.
Influência dos patógenos nas abelhas
A pesquisadora da APTA explica que as abelhas doentes, assim como qualquer outro animal, produzem menos. As abelhas melíferas africanizadas são mais resistentes e tolerantes a patógenos e parasitas do que as europeias. Um clássico exemplo é o ácaro Varroa destructor, atualmente o principal problema sanitário da apicultura mundial, mas que, embora presente em mais de 95% dos apiários brasileiros, não causam prejuízos devido à perda de produção ou mesmo colapsos em abelhas africanizadas, quando comparado ao que ocorre com as europeias, segundo estudos já realizados no país.
As abelhas africanizadas, presentes na totalidade do território brasileiro, apresentam variabilidade genética importante em termos de recursos a serem explorados em programas de melhoramento, visando obtenção de linhagens mais resistentes. “É nisso que programas nacionais devem investir, mantendo assim os produtos por elas produzidos livres de resíduos de medicamentos, o que não é mais possível na grande maioria dos países onde a atividade apícola é bem desenvolvida”, explica Érica. A pesquisadora da APTA afirma ainda a necessidade de se garantir a manutenção da resistência e tolerância naturais desse biótipo.
Pesquisas nesse sentido têm sido ampliadas para verificar se abandonos anormais, enfraquecimentos e colapsos têm a ver com a interação dos agrotóxicos e patógenos, alterando o equilíbrio pré-existente e levando à maior vulnerabilidade das abelhas.
Érica alerta que no Brasil não é permitido o uso de nenhum tipo de medicamento para tratamento das abelhas. Os acaricidas e antibióticos, por exemplo, não são liberados, pois o uso pode causar a resistência das populações de ácaros já existentes, ou mesmo de bactérias, dentre outros patógenos. Os produtos químicos também podem deixar resíduos nos produtos apícolas, colocando em risco característica tão enaltecida pelo mercado, devido à isenção garantida de resíduos. “Nossos produtos, inclusive, são utilizados para diluir produtos obtidos em outros países que utilizam tais medicamentos de forma generalizada e que, consequentemente, apresentam contaminações acima das permitidas”, comenta.
Transferência
Além das pesquisas, Érica treinou centenas de fiscais agropecuários do serviço oficial de defesa agropecuária de diferentes Estados para prepará-los, tecnicamente, na área de Sanidade Apícola, para identificação de eventuais anormalidades, colheita e transporte de amostrar para o diagnóstico em laboratório.
Os participantes receberam informações necessárias para se tornarem multiplicadores dos conhecimentos nos Estados em que atuam. Os treinamentos tiveram o objetivo de capacitar profissionais dos Sistemas Estaduais de Saúde Animal. Os treinamentos foram realizados em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Ceará e Goiás.
O projeto, finalizado em 2013 e coordenado pela APTA, teve apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve colaboração da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade de Viçosa (UFV), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e United States Department of Agriculture (USDA).
Por Fernanda Domiciano e Carla Gomes
in EcoDebate, 22/10/2015
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SEGURANÇA PÚBLICA OU CONTROLE SOCIAL IDEOLÓGICO?

– Tanto se fala em segurança pública, novas leis surgem a todo instante, outras se tornam motivos de piada, pela inaplicabilidade, ou simplesmente são inconstitucionais ainda. A única certeza que fica é o recrudescimento do crime ano após ano, como se fosse algo proposital e necessário para se atingir outros objetivos bem mais sutis.

– O mais interessante é que a sociedade grita pela insegurança em que vive. Reivindica novas leis, reivindica a menoridade penal sem analisar as causas da criminalidade entre as crianças e adolescentes, pede para que os delinquentes permaneçam mais tempo nas  cadeias medievais brasileiras, porém se deixa guiar pelo senso comum, pela falta de educação política e por outros conhecimentos essenciais, abrindo comportas para que políticos comprometidos com muitas ideologias não democráticas, as quais muitas terminam com o sufixo “ismo”, a exemplo do nazismo, facismo, capitalismo selvagem, gayzismo, etc) façam um trabalho medíocre para  combater apenas as consequências dos atos praticados pelos criminosos etiquetados pelo Estado e nunca as causas geradoras do crime e da violência sem fim.

– Por outro lado, a população sem perceber, começa a ser controlada em seu modo de agir, com equipamentos computadorizados(2) sofisticados implantados nas ruas, em todas as áreas públicas, sob o pretexto nobre de aumentar a segurança pública para os bons cidadãos. Será apenas este propósito?

– Em algumas cidades do mundo todos são vigiados constantemente, podendo um suspeito ser localizado e detido de imediato, em meio a milhares de pessoas, em um lugar público qualquer, através do seu simples caminhar, ou até mesmo pela elevação da temperatura corporal, ou batimentos cardíacos, sob o pretexto de se evitar atentados terroristas e outros tipos de crimes.

– Outras medidas, ditas de segurança, são adotadas como o desarmamento unilateral da população, proibindo o uso de armas de fogo, bem como qualquer tipo de arma branca(4). Muito nobre, porém não atinge os criminosos que usam armas de guerra, sendo a arma branca um recurso primitivo para ataque e defesa de uma pessoa em um país, como o nosso, onde o Estado permite que sejam assassinadas em torno de 60 mil pessoas por ano, sem computar as cifras negras.

– Uma população desarmada, sem que o Estado supra as deficiências elementares de proteção, com o crime em franca ascensão, o qual vem atingindo patamares nunca vistos, torna o cidadão brasileiro cada vez mais vulnerável, permitindo que o Estado se utilize de medidas de controle social cada vez mais sofisticadas para manter essa mesma população sob controle, principalmente por questões ideológicas. É exatamente aí que reside o perigo do surgimento de um Estado totalitário disfarçado de democrático.

– Para acentuar esse controle, em alguns lugares do mundo, muitas pessoas já começam  a receber um implante de um chips(1). Fica óbvio que em pouco tempo será desnecessário a utilização de cartões de crédito e documentos de identidade. Todas as informações do indivíduo seriam gravadas nesses chips eletrônicos, obviamente tudo sob o controle do Estado. Veja que com o  chips sendo desligado pela autoridade a pessoa teria dificuldades até mesmo para comprar uma simples garrafinha de água, obviamente com o dinheiro de papel tendo sido suprimido. Na prática, a pessoa estaria totalmente sob o controle do Estado até mesmo para saciar a sede.

– Outrossim, já há artigos denunciando que aparelhos modernos de TV conseguem informações das pessoas que estão assistindo os programas, inclusive gravando a conversação das pessoas. Ficção científica? Nem tanto, já está sendo uma realidade(3).

– Destarte, até mesmo simples artigos como este, em pouco tempo, serão banidos da internet por estarem politicamente incorretos e a própria internet estará sob o controle total do Estado. Seria o adeus a liberdade de pensamento e o começo de uma nova e moderna servidão humana a serviço de um Estado totalitário.

– Por outro lado, é uma questão de tempo para o surgimento de uma Policia do Pensamento e de outros órgãos estatais especializados para caçar aqueles que pensarem de forma diferente da ideologia pregada pelo Estado, ou até mesmo para serem obrigados a passarem por uma reeducação social.

– Insta gizar que tudo o que foi escrito nos parágrafos anteriores já não podem ser enquadrados como pura ficção científica. É importante frisar que a população de senso comum, não passa de fértil massa de manobra para a consecução dos objetivos de um estado totalitário ou de uma democracia manipulada e condicionada por grupos minoritários que se instalam no poder, abrindo um caminho para a servidão moderna. 

– Uma coisa é certa, a família natural, os valores morais e éticos em que ainda acreditamos irá sofrer grandes modificações nos próximos anos, a começar pelas escolas públicas e privadas dos nossos filhos e filhas, pois a escola é uma ferramenta ideológica do Estado. Muito dos velhos costumes serão criminalizados pela  Nova Ordem, a qual, aos poucos, vai tomando forma no Brasil e em vários países do mundo, em direção a um governo mundial.

– Enfim, estejamos atentos e precavidos para esses novos tempos orwellianos(5). Isto pode ser uma questão de sobrevivência e até mesmo de segurança, pois o Big Brother  moderno, em questão de alguns anos, estará a te vigiar em qualquer lugar que você esteja, mesmo dentro da tua casa, obviamente para uma proteção adequada aos interesses ideológicos dele ou do grupo minoritário que comanda.

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O TEMPO PASSA E O SILÊNCIO DOS BONS PREOCUPA

– Fiquei um bom tempo sem escrever nada neste blog, no entanto, no facebook sempre deixei alguma coisa de útil para mim e para alguns poucos observadores que usam a razão e procuram buscar a verdade depois de comprovada.
– As vezes fico desanimado, pois vejo que a situação ideológica que nos é imposta diariamente, acaba sempre prevalecendo e a violência, a criminalidade, a demagogia dos políticos corruptos recrudescendo cada vez mais sob o controle da Nova Ordem.
– Para tentar reiniciar deixo as frase abaixo.
O SILÊNCIO DOS BONS FAVORECE O CRESCIMENTO DAS INCIVILIDADES, DA CRIMINALIDADE, DA VIOLÊNCIA, DE IDEOLOGIAS  DESTRUIDORAS DAS VIRTUDES, DOS BONS COSTUMES E  DA PRÓPRIA FAMÍLIA NATURAL. NÃO SE DEIXE MANIPULAR, NÃO DEIXE QUE A RAZÃO SEJA SEQUESTRADA PARA FAVORECER APENAS A EMOÇÃO, NÃO SE DEIXE CONDICIONAR PELA (RE)ENGENHARIA SOCIAL PROPOSTA PELA NOVA ORDEM QUE MANIPULA, QUE SEQUESTRA, QUE CONDICIONA PARA NOVAS MODALIDADES DE SERVIDÃO MODERNA.

“O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS CORRUPTOS, DOS VIOLENTOS, DOS DESONESTOS, DOS SEM CARÁTER, DOS SEM ÉTICA…O QUE ME PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS”. (Martin Luther King).

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CASSAR O DEPUTADO BOLSONARO?

Por estes dias recebi um documento popular, pedindo assinaturas para cassar o deputado Bolsonaro por falta de decoro. Concordo que no calor da discussão, o deputado sempre acaba proferindo palavras inadequadas e acredito que ainda não seria o momento para a cassação desse parlamentar, tendo em vista o alto grau do crime organizado de colarinho branco, de políticos, de empresários, do PCC, dos Irmãos do Norte, do Comando Vermelho etc.,  o que acaba contaminando até mesmo os três poderes da República. Toda essa corrupção acaba por influenciar o próprio povo, pois a impunidade é certeira ou acaba sendo minimizada por força de leis e por centenas de recursos, tornando a “Lei de Gerson” uma constante na vida dos brasileiros. Todas as forças deveriam de ser direcionada para o combate desses criminosos que permanecem a décadas no controle da situação. Até onde sei, esse deputado não  foi ainda tragado pela corrupção endêmica que assola toda a Nação a séculos.  Esses corruptos são piores, mas muito piores mesmo, do que o deputado Bolsonaro. Outrossim, deixo grafado a frase do escritor Luis Mir, a qual caracteriza bem a malevolidade da corrupção: A corrupção é a mais potente e destruidora arma do Estado. Serve-se dela para impedir o acesso às oportunidades e a distribuição das riquezas do país. Funciona em todo o organismo e nos círculos aliados, se descontrola a curto, médio e longo prazo, provoca falência social e administrativa irremediável. Se temos que lutar por cassações de prováveis criminosos políticos, toda a força do cidadão de bem deveria de ser direcionada para o combate aos chefes do crime organizado, de políticos corruptos, ao combate dos seus simpatizantes, dos oportunistas, dos criminosos enriquecidos através do erário publico e não para a cassação do Deputado Bolsonaro. Talvez depois de zerar a corrupção, ou pelo menos, mantê-lá em níveis mais baixos, então a partir daí poderíamos pensar em cassar o deputado Bolsonaro, pois, queira sim ou não, ele ainda pode ser útil no combate a corrupção. Enfim, toda essa polêmica, ajuda a tirar o foco da verdadeira desgraça do povo brasileiro: a corrupção e os corruptores. Isto sim é falta de decoro: ignorar e manter pessoas suspeitas de corrupção no poder ou em setores estratégicos da República, dos Estados e dos Municípios.

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A INDÚSTRIA DO MEDO

É no mínimo interessante ver como os gerentes políticos dos últimos anos procuram dissimular as verdadeiras causas da criminalidade e do crescimento da insegurança com medidas pífias. Essas medidas combatem precariamente apenas os efeitos e ao mesmo tempo permitem que o medo seja usado como ferramenta pelo sistema capitalista neoliberal para tirar o maior proveito possível com a venda de segurança privada,  a qual é gerada principalmente pela indústria do medo.
Neste sentido, as pessoas de senso comum não se alertam que esta em pleno andamento a transformação do direito social à segurança em simples mercadoria, ou seja, quem quiser segurança terá que pagar para a iniciativa privada. Não se alertam que as mídias televisivas, entre outras, estão a disseminar o medo em seus noticiários e programas criminais, facilitando assim a venda de segurança de uma forma bem subliminar. 
Por outro lado, fica caracterizado que há uma tentativa de estigmatizar determinados indivíduos pertencentes à classe pobre, preferencialmente aqueles excluídos pelo sistema capitalista  em sua nova fase, portanto a ordem é criminalizar e posteriormente auferir altos lucros com o sistema penitenciário à custa dessa massa de miseráveis expulsa do sistema produtivo capitalista.
A lógica é que essa população de miseráveis, que permeiam os bairros periféricos das grandes cidades já não interessa mais ao sistema capitalista neoliberal pela incorporação de alta tecnologia no chão de suas fabricas, como por exemplo, a robotização de inúmeros setores capitalistas de produção, principalmente a do meio rural.
Por esse caminho, não é a toa que o Brasil já ocupa o 3º lugar no ranking dos países que mais prende no mundo[1], sendo ultrapassado apenas pelos EUA e pela China. Não é a toa que a segurança virou mercadoria a ser comprada. Não é a toa que os presídios começam a ser privatizados. Não é a toa que vários serviços nas penitenciárias públicas foram terceirizados. Não é a toa que em pouco tempo esses prisioneiros serão escravizados sutilmente com vários direitos suprimidos e com pouco interesse em ressocializá-los (como se pudesse ressocializar quem nunca foi socializado). Dentro da lógica capitalista neoliberal esses setores são lucrativos e o Estado dito mínimo deve de ceder esses setores para a iniciativa privada capitalista, a exemplo das penitenciárias dos EUA, um grande negócio  do grande encarceramento[2].
Outrossim, o Estado mínimo perde o controle do seu falido sistema penitenciário para o crime organizado (FDM – Família do Norte; CV – Comando Vermelho; PCC – Primeiro Comando da Capital etc.), o Estado mínimo não aplica políticas socioeconômicas adequadas e educativas. Infelizmente dentro dos presídios brasileiros a animalidade prevalece em lugar da civilidade e nas ruas não é diferente. Nas ruas a população vive com uma crescente sensação de insegurança, o que acaba estimulando ainda mais o milionário comércio para venda de segurança privada, obviamente apenas para quem possa pagar.
Enquanto isto teremos a continuação do genocídio[3] imposto maquiavelicamente aos brasileiros pela troika demoníaca neoliberal, composta por diversos agentes econômicos especuladores e extrativistas das nossas riquezas que por sua vez financiam centenas de agentes públicos corruptos em uma eterna cirando do mal.
Por outro lado, a esperança de mudanças dorme eternamente com o gigante adormecido em berço esplêndido enquanto que o genocídio implantado caminha a passos largos conforme indica o Delitometro[4]: desde 1980, 1.347.356 homicídios; 82.563 homicídios de mulheres; e 1.142.429 mortes no trânsito. Tudo isto sem computar os dados que as autoridades competentes não chegam a tomar conhecimento (Cifra Negra[5]).
Enfim, os dados do Delitometro mostram a gravidade da situação, da insegurança em que estamos imersos e da implantação do medo no meio da população. É pior que uma guerra convencional. É o extermínio de grande parcela da população e sem indenizações para as vítimas, sem punições exemplares para os que permitiram e permitem a continuação dessa insana guerra civil não declarada. O pior é que uma minoria de empresários, políticos e partidos continuam auferindo altíssimos lucros com esse genocídio escancarado. Qual a grande saída? A resposta bem que poderia surgir nas eleições de 2014, mas as urnas eletrônicas são confiáveis?



[2]Para saber mais: Quem lucra com as prisões (Ed. Revan) – Tara Herivel;  Vende-se segurança (Ed. Revan) – Vanessa M. Feletti.
[5]  É a porcentagem de crimes que não chegaram ao conhecimento público e não foram devidamente julgados.
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E A JUSTIÇA MAIS UMA VEZ FALHOU

– Hoje, no jornal a Folha de Boa Vista, na primeira página, está estampada uma nota de esclarecimento de um cidadão que tinha sido preso a poucos dias por determinação de um mandado de prisão devido a uma ação (0010948-93.003.4.05.8100 – 12a. Vara Federal/CE), a qual estava tramitando no Estado do Ceará. O mesmo foi colocado em liberdade, pois a citada ação já tinha sido declarada extinta exatamente pela MOROSIDADE DA JUSTIÇA, consequentemente a sua punibilidade também foi extinta.
– É assim que muitos cidadãos, de conduta nem tão ilibada, continuam sendo eleitos e reeleitos por um povo de pouca conhecimento ou simplesmente marionetes, e ainda outros continuam aperfeiçoando os seus misteres na arte da corrupção, da demagogia e do ilusionismo, enquanto isto as vítimas produzidas por eles, aos milhares, continuam sendo vitimizadas e revitimizadas em uma ciranda sem fim e sem esperanças de mudanças. 
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O FIM DAS ABELHAS?

“Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem homens”. Albert Einstein, físico.



Desde adolescente sempre tive interesse pelas abelhas, principalmente pela sua estrutura social, pois ajudava meus tios no manejo com essa pequena grande maravilha do planeta.

Hoje, depois de passado cinco décadas, voltei a me interessar por essas criaturas maravilhosas. Estou começando a criação e o manejo de uma das espécies de abelhas, a apis melífera.

Nos últimos meses, ao me aprofundar no mundo desses insetos, acabei por descobrir à importância delas na estrutura da teia de vida do planeta. 1/3 dos alimentos[1]que comemos devemos agradecer a esse pequeno inseto através da polinização, além de fornecer produtos indispensáveis a saúde humana[2]tais como o mel, o pólen, o própolis, geléia real, cera, apitoxina, larvas, pão de abelhas,  opérculos,  e mel de melato. Tudo isto serve desde alimentos a cura e atenuação de inúmeras doenças.

Se elas deixassem de existir, a catástrofe seria de tal magnitude que poderia ser pior a que extinguiu os dinossauros há milênios atrás, da qual as abelhas conseguiram sobreviver[3].

Pois muito bem, a catástrofe já está batendo, sorrateiramente, em nossas portas. Elas estão desaparecendo aos milhões em várias partes do planeta e muito pouco se está fazendo para reverter à situação[4], graças ao sistema ideológico capitalista que vem evoluindo para neoliberalismo predador.  Sempre esse sistema ideológico visou apenas o lucro, o domínio global e a exploração do homem e, no momento atual, já não importa mais os meios para atingir os seus objetivos, nem que seja com a destruição da própria teia de vida do nosso planeta. Isto sim é um verdadeiro paradoxo.

Na Europa, a situação é preocupante, pois em milhares de localidades elas já não existem, na China estão recrutando mão de obra humana para fazer a polinização com as mãos[5] em frutas e assim em várias partes do mundo vem ocorrendo a mesma coisa.

O mais interessante é que nesse modelo capitalista, muitas mídias de comunicações já estão alertando para a catástrofe, a qual já esta se abatendo em nosso mundo, como se tivéssemos mais mundos para explorar e destruir.

Neste sentido, em 2008, a A PPS Nature lança o documentário Silence of the besss[6](O silêncio das abelhas), em mais uma tentativa de chamar a atenção dos poderosos do capitalismo neoliberal sobre o desaparecimento das abelhas no planeta.

Outrossim, em 2012, foi lançado o documentário More Than Honey (Em Portugal ficou conhecido como Homens e Abelhas), o qual procura fazer com que as pessoas façam uma reflexão sobre a gravidade do caminho que está sendo preparado para os nossos filhos, filhas, netos e netas em um futuro não distante.

Mais recentemente, a BBC de Londres também lançou o alerta, talvez tardiamente, sobre essa grave situação. O documentário de 2013, What’s Killing Our Bess? (O que está matando as nossas abelhas?), explora as causas e os efeitos do que vem ocorrendo na Europa.

Tudo isto parecia muito longe de Roraima. Estava acontecendo nos EUA, Europa, China e outros países longínquos.  Lerdo engano de minha parte. Descobri denúncias de que em Santa Catarina elas também estão desaparecendo.

A surpresa maior, para mim, foi constatar em uma reunião, há poucos dias atrás, com apicultores da região que elas também estão morrendo em Roraima. Disseram que estão colocando muito veneno nos campos de Roraima para plantar a soja e que a destruição do meio ambiente é inevitável.

Soja para quem? Para exportar para a China, Rússia, EUA e por aí vai. Soja para alimentar os animais desses países capitalistas e imperialistas. A colônia moderna continua fazendo o seu dever de casa de maneira brilhante, não resta à menor dúvida.

Para confirmar as denúncias, em 19 do mês corrente, no jornal a Folha de Boa Vista estava estampada a manchete: Soja atinge área recorde e safra deve chegar a 60 mil toneladas. Fiquei mais surpreso ainda pelo que dizia a reportagem que essa tal de soja vai para a Rússia e o mais interessante, o Estado continua pobre e piorando cada vez mais, obviamente para a maioria e não para uma minoria, a qual aufere cada vez mais riquezas à custa da minoria e da destruição dos recursos não renováveis da natureza.

Aí está uma das causas, se não a pior de todas, a soja é responsável pela morte de milhares e milhares de abelhas. O plantio de soja, talvez até mesmo transgênica, com a capacidade de matar insetos ou simplesmente toneladas de fungicidas e de outros venenos, quem sabe muitos proibidos na Europa, estão sendo despejados as toneladas  em nosso solo, poluindo as nossas reservas de água e destruindo as nossas preciosas abelhas, destruindo o lavrada com toda a sua biodiversidade. Parabéns aos gerentes de Roraima pela grande contribuição e porque não aos gerentes de todo o Brasil.

Uma coisa é certeza, com o desaparecimento delas o nosso  modo de vida capitalista estúpido e destruidor irá desaparecer. Aos poucos, o nosso café da manha, o nosso almoço e a nossa janta ficarão cada vez mais pobres e, naturalmente, bem mais caros, tudo irá desaparecer por completo em poucos anos.

E assim, para a espécie humana haverá um grave risco de extinção. Talvez vá desaparecer tão rapidamente como surgiu e quem sabe, desta maneira, não haverá uma esperança para as demais espécies de vida com o desaparecimento do maior predador do planeta, que não respeita o solo que o alimenta e tampouco a água que sacia a sua sede.

Enfim, pelo menos espero que eu possa ainda ter a grata satisfação de ter algumas colméias em meu sítio, espero que eu possa conviver com elas até  o momento em que terei que descer deste carrossel enferrujado sem ter que assistir o teatro de terror que está por vir.
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TRÁFICO DE ÓRGÃOS NO BRASIL

– Uma das chagas mais revoltantes e asquerosas que afligem o nosso País é exatamente o tráfico de órgãos humanos. Nas mídias pouco se debate sobre essa mazela, pois envolve  diversos interesses, tanto por parte de autoridades corruptas da máquina republicana  como de pessoas que atuam na área de saúde, principalmente de uma parcela pequena de médicos, despossuídos de valores éticos e morais, os quais procuram auferir grandes lucros negociando órgãos humanos para quem possa pagar mais.

– Se fossemos um País, no qual esse tipo de crime, entre outros, fosse punido exemplarmente, não teríamos muito com que  se preocupar, mas infelizmente a verdade é bem outra.


– Para os cidadãos despertos e com um bom senso de criticidade recomendo a leitura do livro Tráfico de Órgãos no Brasil, de autoria de Paulo A. Pavesi.


 – O respectivo livro pode ser adquirido em forma E.book Kindle ou Paperbak  pela Amazon.com, no valor de $5,31 e $14,01, respectivamente.  Também o autor disponibilizou gratuitamente em PDF para os brasileiros interessados, podendo o download ser feito no link https://hostr.co/BgJtbNoErHxO.  Também seria interessante que os interessados fizessem uma visita ao site do Sr Pavesi no http://ppavesi.blogspot.com.br/ e no facebook: https://www.facebook.com/pages/Trafico-de-orgaos-no-Brasil.

– O autor relata no livro toda a sua luta de 14 anos, dá nome real para os envolvidos na morte do seu filho Paulinho, na época com doze anos, e na extração criminosa dos órgãos da criança.  O autor enfrentou e enfrenta ainda uma batalha gigantesca contra a máfia de órgãos humanos, foi desdenhado, vitmizado e revitimizado  pelo Estado brasileiro. A situação chegou a tal ponto de periculosidade, para ele e para a sua família, que o Estado italiano  lhe ofereceu um asilo humanitário.  Tal situação de asilo se deve a proteção negligente oferecida pelo Estado brasileiro.


– Depois de 14 anos de denúncias, provas cabais, oitivas etc. foi promulgada uma sentença em primeiro grau. A favor dos réus ainda existem uma penca de recursos e, infelizmente, tudo isto vai levar mais um punhado de anos até culminar em uma sentença definitiva. Obviamente todos os envolvidos já estão respondendo em liberdade. Dificilmente irão cumprir penas atrás das grades e talvez acabem até se transformando em heróis, pois aqui é Brasil, onde a criminalidade e a corrupção recrudescem cada vez mais. As vítimas? Ora bolas as vítimas…


– O livro do Sr. Pavesi, obviamente não foi ainda publicado no Brasil, pois, aparentemente, há forças ocultas para a não publicação em nosso tão injusto País. Felizmente pode ser publicado no estrangeiro e com a facilidade (até quando não sei) oferecida pela internet de compra do livro pelos brasileiros interessados sobre o assunto.


– Enfim, aos interessados façam a leitura, procurem mais informações, depois tirem as suas próprias conclusões sobre o tráfico de órgãos humanos no Brasil e adotem as precauções devidas e necessárias para se precaverem desse hediondo crime.
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QUAL O LIMITE DA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO?

“A hora de estabelecer ordem é antes de entrar a desordem.” (Textos Taoístas).

“Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal

 que faz é que é permamente” (Mahatma Gandhi).

– É preocupante  ver o crescimento da desordem, do desrespeito, da intolerância, das incivilidades no trânsito de Boa Vista. Mais preocupante ainda é a falta de pulso firme daqueles que, a princípio, deveriam de zelar pelos princípios constitucionais protetórios da segurança dos contribuintes.
– Toda esta insegurança, paulatinamente, vêm contribuindo para o crescimento de um estado anômico, além de dar a impressão de que muitas leis, normatizadoras dos condutores de veículos nas ruas e avenidas da nossa cidade, estão se tornando apenas leis mortas, muitas vezes para proteger apadrinhados ou apenas aplicar aquele famoso “jeitinho brasileiro” para tudo.
–  Todos os dias, ao sairmos da nossa residência, entramos em um verdadeiro campo de batalha, quase uma terra de ninguém, onde impera a lei do mais forte ou dos “espertinhos”que buscam vantagens a qualquer custo, mesmo sacrificando vidas e deixando centenas de sequelados, isto quando não ocorre com eles próprios.
– Toda essas incivilidades são assustadoras, pois esse barbarismo  já está afetando e se aproximando cada vez mais da nossa família. Nós últimos quinze dias duas pessoas,  muito queridas por nós, entraram para as frias estatísticas. Uma delas, Rosa Marinho, professora, mãe do próprio Secretário de Segurança, foi atropelada por um dos bárbaros condutores de motos, o qual a jogou para cima de um carro em movimento. Por essa razão fatídica entrou em óbito posteriormente.  O condutor da moto, sem virtudes, sem cidadania, apenas um bárbaro, obviamente, fugiu do local. A outra pessoa, o nosso amigo, Ir.’. e acadêmico de Economia Muniz, conduzindo a sua moto foi abalroado, imprudentemente, por um carro. Sobreviveu, porém passará meses  em convalescença e irá perder o ano letivo do seu curso. O motorista do carro, além de descaracterizar o local do crime até o presente momento não o ajudou em nada. A impunidade reina nos dois casos.
– Se as nossas digníssimas autoridades seguissem a CF/88; se elas seguissem as normas reguladoras para o trânsito de maneira competente; se elas se preocupassem mais na educação para o trânsito;  se elas tivessem adotado a tolerância “zero” no momento certo a alguns anos atrás; se elas tivessem aplicado um sistema de monitoramento computadorizado nas ruas e avenidas da nossa cidade; se elas se preocupassem mais na fiscalização do trânsito; se elas tivessem mais dignidade em combater a corrupção infiltrada em todos os setores governamentais; os bárbaros infratores  seriam inibidos, além de serem devidamente punidos e, por conseguinte, a nossa cidade poderia ser um verdadeiro modelo para todo o País.
– Se é assim, então qual o limite para a violência, a qual recrudesce cada vez mais nessa injusta e insana guerra sem causa?
– Apenas um povo com civismo, com educação moral, com saúde, com conhecimentos de organização social e política do nosso País poderia  por fim a esse pérfido modelo, mas isto é apenas uma utopia a médio e a longo prazo, pois para nós o pesadelo está apenas começando e devemos nos preparar para dias ainda piores.  

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